A POUCO CONHECIDA DOENÇA DO VAZIO
(Ana Paula Ruiz*)
Uma pessoa desanimada, sem estímulo e com problemas, produz menos. Quem produz menos, põe em risco o sucesso profissional e a carreira dentro da empresa. A depressão é uma das doenças psicológicas que mais comprometem o dia-a-dia dos executivos hoje em dia, executivos estes que sofrem com estresse e pressões constantes. E se a depressão já é ruim para o executivo, imagine uma doença pior, que tem a depressão apenas como um dos seus sintomas... Essa doença existe e é conhecido como Doença do Vazio.
O doente passa a conviver com distúrbios de todas as ordens, impedindo-o de pensar e de agir com bom senso nos aspectos mais profundos de sua vida.
Sebastião Coelho de Menezes é médico. Sua especialidade: Cirurgia Plástica. Pesquisador de Logosofia e ex-deputado estadual, foi autor do projeto de lei estadual que instituiu a data de 18 de outubro como Dia do Médico. Engana-se quem pensa que o dia-a-dia de Sebastião é só atender pessoas que buscam correções estéticas, como a maioria dos médicos que trabalham com Cirurgia Plástica.
Sebastião dedica parte do seu tempo para estudar a Doença do Vazio, o que ele chama de “Grande desafio para o médico do próximo milênio”.
Como a Logosofia prega, existe um mundo interno em cada um de nós; um mundo metafísico. A Doença do Vazio é um mal que acomete a parte interna do ser humano, sem nenhuma ligação com o corpo físico, a não ser as conseqüências que ela pode trazer ao organismo quando não diagnosticada e tratada. Importante também é não confundi-la com uma doença psicológica. A natureza desta doença é ânimo-psíquica, e ela não está classificada no código da Medicina convencional por não ser uma doença física.
“A Doença do Vazio é simplesmente um vazio que a pessoa sente; a procura por alguma coisa que ela não sabe definir o que é”, explica Dr. Sebastião. E a depressão também não é a busca por algo? “Sim, mas a depressão é apenas um dos sintomas da Doença do Vazio”, complementa. O problema, segundo o estudioso médico, tem como principais causas a falta de conhecimento de valores superiores e um estado de consciência superficial de humanidade. “Para mudar isso e acabar evitando o problema basta obter conhecimento do mundo interior de cada um e aplicar as tecnologias logosóficas para cuidar desta parte”, finaliza.
A Doença do Vazio foi reconhecida pelo cientista, humanista e pensador Carlos Bernardo González Pecotche que, em princípio, a chamava de Moléstia do Vazio. A doença foi reconhecida publicamente pela primeira vez por ele em Montevidéu, no Uruguai, em 1945.
POUCAS PESSOAS SABEM QUE TÊM A DOENÇA
Todo mundo tem variação de humor, preguiça ou vontade de jogar tudo para cima de vez em quando. “O problema é quando isso se torna comum e começa a prejudicar a vida do doente – aí ele pode ser mais uma vítima da pouco conhecida Doença do Vazio”, avisa o médico, Doutor Sebastião Coelho de Menezes.
Apesar da doença ser de fácil reconhecimento por quem entende do assunto, o problema pode se agravar se não identificado no começo. Os sintomas podem variar muito e aparecer com maior ou menor incidência, dependendo do perfil do doente e do tipo de vida que ele leva. “Em alguns casos, dependendo do estágio, a depressão pode levar ao suicídio, enquanto que, em outras pessoas, o problema pode ser contornado com o uso de antidepressivos leves”.
Desânimo, abatimento moral, nervosismo, irritabilidade, estresse, depressão, reações nocivas e apego em pensamentos perniciosos são os sintomas mais freqüentes que a doença apresenta.
Geralmente o próprio paciente consegue descobrir que está doente. Neste estágio, segundo o doutor, ele procura médicos, psicólogos e até crenças, mas não encontra a solução, uma vez que nem sabe explicar direito o que está sentindo. “A própria Medicina desconhece o problema”, ressalta Dr. Sebastião.
Se não diagnosticado como portador da Doença do Vazio, o paciente pode piorar, ficando cada vez mais irritado, depressivo, mau humorado e buscando alguma coisa. A Doença do Vazio é provoca por distúrbios que atingem os neurônios, o que bloqueia a liberdade de pensar. Então, a pessoa fica completamente dominada por pensamentos negativos e a inteligência passa a funcionar mal.
SE NÃO SE CUIDAR, O DOENTE COLOCA O EMPREGO EM RISCO...
A depressão, um dos sintomas da Doença do Vazio, assim como o estresse e o cansaço, pode acabar colocando em risco o emprego e o crescimento profissional do paciente. O depressivo tende a ficar desanimado e a relaxar nos cuidados com a aparência.
A pesquisa "A aparência do executivo brasileiro", realizada pelo Grupo Catho em abril de 1998, mostrou que o cuidado com a aparência é fundamental para o executivo em algumas situações profissionais. Uma das 128 perguntas da pesquisa foi:
"Qual importância você dá para a aparência nas seguintes situações..."
Os 557 executivos que responderam a pesquisa (20,5% mulheres e 79,5% homens), consideraram a importância da aparência nas seguintes situações:
Ser mais aceito no trabalho
Boa impressão na entrevista de emprego
Boa impressão aos clientes
Boa impressão aos empregadores
Boa impressão aos subordinados
Conseguir promoção
As situações foram cruzadas com as seguintes avaliações e separadas por sexo:
Sem importância
Pouca importância
Importante
Muito importante
Extremamente importante
Todas as situações tiveram maior avaliação nos itens 3 e 4. Interessante é que a boa aparência só foi considerada "Extremamente importante" para a situação de "Boa entrevista no emprego".
Quanto ao entusiasmo, que também fica comprometido quando o executivo está em estado depressivo, ele é muito importante no momento da contratação de um funcionário.
Outra pesquisa realizada pelo Grupo Catho (resultados de agosto de 1997 comparados com pesquisa de outubro de 1994), "A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros", mostrou que na hora da admissão, os profissionais responsáveis pela contratação levam em conta o entusiasmo do candidato, classificando a qualidade em sexto lugar no ranking dos 14 fatores considerados na hora da contratação. Os itens analisados foram:
1- Experiência técnica anterior
2- Resultados alcançados anteriormente
3- Experiência anterior em supervisionar pessoas
4- Relacionar-se bem com os outros
5- Formação acadêmica
6- Entusiasmo do candidato
7- Renome das empresas em que trabalhou
8- Estabilidade empregatícia
9- Aparência pessoal
10- Idiomas falados fluentemente
11- Capacidade de usar o micro no trabalho
12- Número de promoções anteriores
13- Estabilidade familiar
14- Idade
COMO TRATAR O PROBLEMA?
Fora as pessoas que têm conhecimento do que é a Logosofia, toda a humanidade corre o risco de ficar doente, independentemente da idade, do local onde vive e da cultura à qual tem acesso.
Se a Medicina desconhece o problema, não existe nenhum medicamento para cuidar da doença, certo? CERTO! “O tratamento consiste em ensinamentos logosóficos, através de um processo de evolução consciente, sem nenhum remédio”, esclarece Sebastião. Para adultos, o que se recomenda é um poderoso reconstituinte psicológico-mental-espriritual, que nada mais é do que o reconhecimento de si mesmo.
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*Ana Paula Ruiz é a autora deste artigo que foi publicado no site da Catho em 2005. Garimpando nos meus arquivos considerei que valia a pena publica-lo no blog. São inúmeras as pessoas que conheço, amigos, companheiros e conhecidos que se queixam da "doença do vazio" sem saber que ela existe. ________________________________________________________________________________________________________________________________________